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Menina Mulher


Nem boa, nem má.
Complicada, bastante!
Menina de rebeldia doce,
de calar-se poucas vezes,
de chorar muito e de rir mais ainda.
Coração de amar intensamente,
de sentir saudades olhando a lua,
de dormir contando estrelas.
Mulher de ter caixa de ferramentas
furadeira e pincéis para pintura,
de agulhas de tricô, crochê e bordados.
Menina de ter idéias mirabolantes
e de realizá-las custe o que custar.
Mulher de tantas palavras,
de acordar às três da manhã para conversar ou
para encontrar com as estrelas,
de pegar no pesado, de ajudar e de construir sempre.
Menina de ficar manhosa e brigar por muito pouco,
Mulher de tpms homéricas, dominadas à laço.
Menina fada, mulher feiticeira.
Mulher de vermelhos intensos em batons,
saltos quinze, vestidos e perfumes marcantes.
Menina de céus azuis, cheiro de flor, desenhos em nuvens e borboletas.
Uma doida absolutamente “Normal”,
desde que não pisem em seu dedinho mutante.
Às vezes santa, outras pecadora,
e tantas outras vezes
frágil e forte ao mesmo tempo.
Bicho esquisito, definiu Rita Lee,
mais que esquisita, diria eu.
Indomada mas sem ser megera.
Mulher com medo de marimbondo,
Menina sem medo da vida,
brigando com marimbondo pelas jabuticabas no quintal.
Menina de casulos de seda,
mulher de metamorfoses.
Só não tem tamanho!

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